Tribuna Expresso

Perfil

Surf

Surfistas pedem a Marcelo, Ferro Rodrigues e a António Costa para voltarem à agua à meia-noite do dia 3, de forma “inequívoca e desagrupada”

A Federação Portuguesa de Surf, a Associação Nacional de Surfistas e a World Surf League escreveram uma carta ao Presidente da República, ao Presidente da Assembleia da República e ao PM na qual apresentam argumentos para um regresso à água, mediante algumas condições que garantam a saúde pública

Pedro Candeias

Brook Mitchell

Partilhar

Numa carta enviada a Marcelo Rebelo de Sousa, Ferro Rodrigues e António Costa, a Federação Portuguesa de Surf, a Associação Nacional de Surfistas e a World Surf League pediram o regresso dos surfistas à agua no próximo dia 3 de maio. Porque o "surf é um desporto de ondas, praticado na natureza e ao ar livre, agente de promoção do bem-estar, da saúde mental e física".

Por isso, lê-se no documento partilhado com as redações, as entidades argumentam que o "retorno dos surfistas ao mar" deve acontecer a meia-noite do dia três de maio, de forma "inequívoca, regrada e desagrupada", mediante alguns pressupostos, a serem cumpridos pelos homens e mulheres do mar.

Os surfistas devem apresentar-se com cartão de cidadão, "com uma mais pranchas de surf ou bodyboard, fato de borracha e demais acessórios" e o regresso ao mar "deve ser feito de forma individual e desagrupada", exceto em contextos familiares. Mais, o retorno deve ser feito "de forma exclusiva pelo corredor de acesso ao mar, com integral respeito pela não permanência na praia". Além disso, "cada surfista deverá limitar a sua atividade física diária a uma sessão no mar de até 90 minutos, não sendo permitida a estadia, permanência ou convivência na praia".

O documento, por outro lado, perspetiva o "regresso das atividades económicas e eventos", nomeadamente escolas de surf e competições. Isso acontecerá numa fase posterior e todas as decisões terão de ser analisadas no âmbito do desenvolvimento do surto do novo coronavírus.