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Finalmente, o surf mundialista está de volta

Desde 2007 que apenas três mulheres (Stephanie Gilmore, Carissa Moore e Tyler Wright) ganharam em Honolua Bay, no Havai, onde o circuito mundial feminino vai abrir as hostes no regresso do Championship Tour, após um ano sem provas devido à pandemia

Diogo Pombo

Ed Sloane/Getty

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Ver idílio no cenário é justo, não incorremos em risco do exagero. Pelo menos no ecrã, vistas ao longe, as longas e tubulares direitas que quebram num dia dos bons em Honolua Bay, no Havai, formam uma das típicas paisagens que ouvimos ser prezadas por surfistas - lá longe atrás, em imberbes, eles foram encantados por deslizar em ondas, deixaram-se levar pelo encanto, juntaram-lhe o jeito que muitos têm e hoje surfam destemidos em barrigas de água como essas do arquipélago americano, com muito verde e palmeiras à volta, que encantam muita gente pela grandiosidade e, lá está, pela beleza que envolvem.

Que se perdoe, também, o encantamento deste parágrafo de abertura, a culpa é do tempo e dos 12 meses e uns quantos dias que passaram desde a última vez em que ao computador ou à televisão deste lado do mundo chegaram imagens de surfistas a competirem no Championship Tour (CT). A última vez, ainda em 2019, foi precisamente em Honolua Bay, com muitas das mesmas mulheres que, a partir de meio da tarde desta sexta-feira, vão protagonizar o regresso do surf.

Ultrapassado um 2020 em que não houve uma prova que se realizasse, as mulheres serão as primeiras a receber o primeiro dos monstruosos swells do circuito, porque é isso que se estima estar a dirigir-se para o noroeste das ilhas havaianas, direção para a qual está virada a baía onde é comum, nos últimos tempos, se destacaram sempre as mesmas.

Cait Miers/Getty

Desde 2007 que só três mulheres venceram a prova em Honolua Bay. A mais consistente foi Stephanie Gilmore, simpática australiana dos sete títulos mundiais que sempre parece surfar com um sorriso estampado na cara, ganhou o evento por cinco vezes, a última o ano passado.

Essa vitória não impediu que Carissa Moore (três vitórias), conhecedora da onda talvez como ninguém por ser havaiana de muitos sóis passados a surfar ali, se sagrasse campeã do mundo pela quarta ocasião e o celebrasse na baía onde agora vão retornar; a vitória que sobra pertenceu a Tyler Wright, que já não compete no CT desde essa última prova em 2019, a única em que surfou nesse ano devido um síndrome associado à gripe A.

Elas e mais 15 surfistas vão arrancar com os circuitos mundiais da World Surf League, que vai centrar o primeiro par de meses do calendário das provas nos EUA para fintar as restrições de viagens causados pela pandemia. Este Maui Pro não poderá ter público a assistir na praia e implica que as atletas e todo o staff envolvido sejam testados com frequência, mais outras e variadas medidas de já temos ideias quais são e, em suma, impliquem que quem queira assistir à prova o tenha de fazer através de um ecrã.

O mesmo acontecerá a partir de 8 de dezembro, próxima terça-feira, data em que está marcado o arranque do circuito masculino também no Havai, mas em Pipeline, onde já deverá andar Frederico Morais, o português regressado ao surf entre os grandes já há mais de um ano, mas que só agora poderá provar esse retorno na água salgada.