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A campeã precoce caiu precocemente: Naomi Osaka eliminada do US Open

A campeã do último US Open foi eliminada, esta segunda-feira, por Belinda Bencic, e vai perder a liderança do ranking mundial na próxima semana. Naomi Osaka foi derrotada em dois sets (7-5, 6-4) pela tenista suíça

Diogo Pombo

TIMOTHY A. CLARY/Getty

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É infeliz, injusto e ela não merece, mas a última final do US Open não é propriamente lembrada por Naomi Osaka ou pela memória desta tímida e envergonhada tenista a levantar o troféu do primeiro Grand Slam que conquistou na carreira, aos 20 anos.

Porque, para infortúnio seu, o jogo birrento dentro do jogo que Serena Williams insistiu em ter contra Carlos Ramos, o juiz de cadeira português, levou as atenções e deixou Osaka a chorar e a pedir desculpa por ter feito o que um tenista quer fazer quando entra em court - que é ganhar.

Ganhando o ano passado e vencendo, já em 2019, o Open da Austrália, muito se esperava da filha de mãe japonesa, crescida nos EUA, com pai haitiano e que joga pelo Japão. Ela ultrapassou três rondas, ganhou a Coco Gauff, novo prodígio do ténis feminina, na segunda, e bateu bolas até se deparar com Belinda Bencic, a teórica adversária mais difícil que a prática veio a confirmar.

A japonesa foi inferior durante hora e meia em Flushing Medows. Perdeu a maior parte dos pontos com as mais longas trocas de bola, nunca conseguiu basear-se no potente jogo de serviço que tem e logrou ter apenas um ponto para quebrar o serviço a Bencic.

A suíça venceu e assegurou o consequente funcionamento da lógica dos pontos do ranking mundial: chegando à final e ganhando-a, o ano passado, Osaka teria de replicar o feito para não perder pontos no torneio. Ficando pela quarta ronda, a dedução pontual fará com que a japonesa seja substituído como número um pela australiana Ashleigh Barty, na próxima segunda-feira (quando as contas forem atualizadas).

Com a eliminação de Naomi Osaka, sobram 23 títulos do Grand Slam e oito tenistas em prova no quadro feminino do US Open. E uma evidência desproporcional - Serena Williams é dona de todas essas conquistas.

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    Nasceu no Japão, mudou-se aos 3 anos para a Flórida, nos EUA, e agora, aos 20, ganhou a final do US Open contra a Serena Williams que idolatra e não cumprimentou, por vergonha, na primeira vez em que se cruzaram no balneário. A mesma tenista cuja birra dirigida a um árbitro está a ofuscar a vitória de Naomi Osaka e, quiçá, a acentuar o seu feitio tímido, introvertido e comedido