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Organizações que mandam no ténis criam fundo para ajudar os jogadores

Os circuitos mundiais masculino (ATP) e feminino (WTA), a ITF e os quatro torneios do Grand Slam uniram-se para criar um fundo de ajuda aos tenistas "particularmente afetados durante a crise do coronavírus". O programa rondará os seis milhões de dólares e todos farão "uma significativa contribuição"

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Daniel Pockett

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Com "tanta incerteza" a rodear as datas em que, finalmente, será seguro e possível regressar aos courts e a tudo quanto é lugar onde se pratica desporto competitivo, as organizações que mandam no ténis resolveram agir - digamos, depois de Novak Djokovic, com a ajuda de Roger Federer e Rafael Nadal, terem puxado bastante pelo assunto.

As organizações dos quatro torneios do Grand Slam (Open da Austrália, Roland Garros, Wimbledon e Open dos EUA) juntaram-se à ATP e à WTA (os circuitos mundiais masculino e feminino) e à ITF (Federação Internacional de Ténis) para criarem um Programa de Ajuda ao Jogador. A intenção, explicam em comunicado, é "providenciar uma assistência muito necessário aos jogadores que são particularmente afetados durante esta crise da covid-19".

Todos farão "uma contribuição significativa", embora nunca se refira o papel dos tenistas nesta negociação, ou de eventuais contribuições que venham a fazer.

Durante o fim de semana, Novak Djokovic deu conta de conversas com vários jogadores, sobretudo com os seus homólogos extraterrestres das conquistas, para a eventual criação de um programa de ajuda, no qual os tenistas do top 100 do ranking contribuiriam proporcionalmente com dinheiro. A ideia seria ajudar os jogadores fora desse lote e, em teoria, com menor margem financeira para suportar este período sem competição.

No ténis, a principal fonte de retorno para os tenistas está nos prémios de jogo e participação que obtêm dos torneios.