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Primeira coisa que Simona Halep vai fazer quando a vida voltar a um qualquer normal? "Ir a um restaurante, pedir a minha sobremesa favorita"

Tenista romena, número dois mundial, está a fazer quarentena em Bucareste, onde militares palmilham as ruas e é interdito sair à noite. "Faço a minha parte, que é ficar em casa, manter-me optimista e forte", disse vencedora de Wimbledon 2019, em entrevista à CNN

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Tim Clayton - Corbis

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Simona Halep, número dois mundial, estava na sua Roménia natal quando o surto da covid-19 desatou a fechar fronteiras pela Europa fora e é assim em Bucareste que vai fazendo a sua quarentena, numa altura em que ainda é impossível dar respostas sobre o regresso do ténis.

"Não tenho saído de todo. Eu levo este tipo de situações muito a sério, deixam-me nervosa. O confinamento tem sido muito estrito aqui na Roménia, temos tido militares nas ruas", revelou a vencedora de Wimbledon em 2019, em entrevista à CNN. Tal como em Portugal, os cidadãos romenos estão aconselhados a sair de casa apenas para atividades essenciais, mas há regras mais apertadas, como o recolher obrigatório à noite.

A tenista, que ganhou o seu primeiro torneio do Grand Slam em 2018, ao vencer a final de Roland Garros, assume que "a situação tem estado assustadora na Roménia", ainda que o país tenha números bem abaixo de países como Espanha, Itália, França ou Reino Unido. Num país com 21 milhões de habitantes, contam-se menos de 500 óbitos e cerca de 9 mil casos confirmados da covid-19.

"Tento não ver nem ler muitas notícias porque acho tudo muito preocupante. Prefiro focar-me em ajudar onde posso e fazer a minha parte, que é ficar em casa, manter-me optimista e forte", frisa, ela que doou material médico para hospitais de Bucareste e de Constanta, a cidade de onde é natural.

Sem qualquer perspetiva de quando poderá voltar a um court de ténis, Simona Halep tem, neste momento, aquilo que podemos considerar quase uma vida normal, ou pelo menos mais próxima do comum mortal. Admite que tem adormecido bem mais tarde e que se tem dedicado a cozinhar, a ler e a ver filmes, sem descurar os exercícios físicos. E já sabe qual é a primeira coisa que vai fazer quando a vida voltar a um qualquer normal: "Ir a um restaurante e pedir a minha sobremesa favorita".

Para já, vai tentando lidar com a incerteza. "É estranho não saber quando é que vamos voltar a jogar. Em que superfície será? Em que país? Não há respostas neste momento, por isso é muito complicado fazer planos", desabafa a romena de 28 anos, que considera que se se "voltar a jogar em setembro já é uma vitória".

"Isso significaria que a ameaça do vírus já não existe", sublinha a tenista, que diz que nesta altura o pensamento de jogar um torneio do Grand Slam ainda esta temporada não poderá ser mais do que "do que um sonho".