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O que se passa, João Sousa? “Senti-me completamente perdido em campo. Tem sido recorrente e não é fácil aceitar isto”

O tenista português João Sousa mostrou-se "desanimado" com a derrota na primeira ronda de Roland Garros, terceiro 'major da temporada, frente ao eslovaco Andrej Martin

Lusa

Clive Brunskill

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O tenista português João Sousa mostrou-se "desanimado" com a derrota na primeira ronda de Roland Garros, terceiro 'major da temporada, frente ao eslovaco Andrej Martin, num encontro em que se sentiu "completamente perdido dentro do campo".

"Tem sido recorrente, infelizmente. Não me tenho sentido bem em campo, tenho andado desanimado animicamente. Tenho treinado bem e competido muito mal. Este é mais um resultado mau, dececionante e a verdade é que as coisas não me têm corrido bem, está a ser difícil aceitar isso", confessou ao site Bola Amarela, após o desaire por 7-5, 6-1 e 6-2.

Depois de ter falhado o acesso à segunda ronda nas últimas duas edições do torneio francês do 'Grand Slam', o número 77 mundial voltou a não ser bem-sucedido na estreia em Paris e, defende, o "encontro por si diz tudo".

"Simplesmente não joguei bem, não fiz as coisas corretas, não joguei bem taticamente, não fiz nada bem e acaba por ser um resultado desfavorável, sem tirar mérito ao adversário. Nos treinos tenho estado muito bem. Fiz treinos muito bons. Fiz 'sets' de treino muito bons e a minha expectativa para esta primeira ronda, independentemente das condições que não me são favoráveis, eram grandes. Desde o princípio não me senti bem, completamente perdido dentro do campo. Não consegui jogar e dar a volta a essa situação", contou.

João Sousa não vence um encontro do quadro principal de um torneio ATP desde o Master 1.000 de Shangai, em outubro de 2019, quando deu por concluída precocemente a temporada com uma fratura de esforço no pé esquerdo, mas diz que a "lesão não serve de desculpa para as fracas exibições."

"Na minha cabeça conta, mas não é por causa do pé. Falta muita confiança, muito ritmo de jogo, falta muita coisa", sublinhou o número um nacional, de 31 anos.