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“Sempre que está à rasca, Djokovic pede assistência médica. Não sei se é uma dor crónica nas costas ou se é mental”

O tenista espanhol Carreño Busta foi derrotado pelo sérvio nos quartos de final de Roland Garros. No final, atacou o número 1 mundial por um comportamento que ele considera ser recorrente

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ANNE-CHRISTINE POUJOULAT

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Da última vez que se tinham encontrado, algo singular acontecera: a desqualificação de Novak Djokovic por atirar frustradamente uma bola que foi bater no pescoço de uma juiz de linha; automaticamente, Pablo Carreño Busta avançou no US Open, tendo por certo que o sérvio jamais faria aquilo de propósito, que fora um acidente.

Corta para quartos-de-final de Roland Garros: Carreño Busta e Djokovic reencontram-se, este vence o encontro por 4-6, 6-2, 6-3 e 6-4, uma margem à primeira vista confortável, mas que esconde algumas dificuldades de Nole para ultrapassar o espanhol. Sobretudo, físicas, pois o número 1 foi manifestando sentir dores na cervical em vários momentos do encontro, pedindo a intervenção do fisioterapeuta do torneio.

ANNE-CHRISTINE POUJOULAT

Problema: Carreño Busta não gostou. “Eu sabia que isto poderia acontecer, porque de cada vez que ele está em dificuldade, o Novak faz isso. E se ele fez isso, significa que estava a passar mal no jogo, que eu estava a jogar a um nível alto. Por isso é que ele estava na dúvida e já há muito tempo que ele toma essa atitude. Sempre que o jogo fica complicado, ele pede assistência médica”, ciriticou Carreño Busta, que questionou novamente o comportamento do sérvio. “Não sei se ele tem uma dor crónica nas costas ou se é mental, mas de cada vez que ele está à rasca no jogo, isto acontece. No US Open, isto também iria acontecer”, concluiu o espanhol.

Djokovic vai defrontar Tsitsipas nas meias-finais de Roland Garros, na sexta-feira.