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Thiem-Thiem, quem é? É o finalista do ATP Finals pelo segundo ano seguido

Três sets, dois tie-breaks e quase três depois, o tenista austríaco derrotou o sérvio, chegou à segunda final seguida do ATP Finals e garantiu duas coisas: que o torneio terá um vencedor inédito (a outra meia-final é entre Rafael Nadal e Daniil Medvedev) e que não será desta que Djokovic vai igualar o número de títulos (103) de Roger Federer

Lusa

TPN/Getty Images

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O tenista austríaco Dominic Thiem garantiu, este sábado, que as ATP Finals vão ter um novo vencedor e que o sérvio Novak Djokovic não vai igualar o recorde de títulos de Roger Federer, ao eliminar o número um mundial nas meias-finais.

O terceiro tenista do ranking mundial levou a melhor na verdadeira batalha travada na O2 Arena de Londres, impondo-se a Djokovic com os parciais de 7-5, 6-7 (10-12) e 7-6 (7-5), em duas horas e 55 minutos.

“Foi uma batalha mental. Foi tão renhido no segundo set, primeiro porque jogar com esta lenda é sempre especial e, depois, porque disputar um acesso à final aqui nas ATP Finals também é igualmente especial”, assumiu o austríaco, depois de conquistar a 300.ª vitória da sua carreira, e de se apurar pelo segundo ano consecutivo para a final da competição.

Thiem, de 27 anos, tornou-se ainda no segundo jogador a conseguir pelo menos cinco triunfos frente ao denominado Big 3 – Djkovic, Rafael Nadal e Roger Federer -, juntando-se ao britânico Andy Murray nessa exclusiva lista.

A tarefa do austríaco foi mais complicada do que se poderia antever no final do segundo parcial, quando dispôs de quatro match points para fechar o encontro. O número três mundial foi mesmo obrigado não só a um terceiro set, mas também a recuperar de 0-4 no decisivo tie-break para selar o triunfo com 7-5, no sexto match point. “Foi no limite, como todos os encontros aqui, estou incrivelmente feliz por seguir em frente”, reconheceu ainda em plena O2 Arena.

O encontro das meias-finais, que acabou com o sonho de Djokovic de igualar o recorde de seis títulos de Roger Federer, ausente devido a lesão, foi tão renhido que igualou mesmo o recorde de mais longa semifinal da competição: os 38 jogos hoje disputados só encontram paralelo no confronto entre Murray e o canadiano Milos Raonic (2016) e no embate entre o norte-americano Pete Sampras e o croata Goran Ivanisevic (1996).

“Depois de ter lutado tanto para chegar à final, vou tentar tudo para ganhar o título. Vamos ter um vencedor estreante. Estou ansioso. Vai ser o último encontro de um ano muito difícil e estranho para todos”, concluiu.

Thiem terá agora de aguardar pelo desfecho da outra meia-final, agendada para esta noite, que vai opor o número dois mundial, Rafael Nadal, e o russo Daniil Medvedev, quarto do ranking ATP, para saber quem será o seu adversário na final.

Os três procuram o seu primeiro título na competição que reúne os oito melhores tenistas da temporada, o que significa que, pelo sexto ano consecutivo, haverá um campeão diferente, algo que aconteceu uma única vez nos 50 anos de história da prova (entre 1974 e 1979).

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