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“Meu, 39 anos, quatro filhos, 20 Grand Slams. Já não tenho idade para ficar longe da família”

Porque é que Federer não foi ao Open da Austrália? Porque a quarentena em Melbourne seria especialmente difícil

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Roger Federer decidiu não disputar o Open da Austrália e, bem, pensou-se que o suíço poderia estar lesionado. Mas não: Federer não vai a Melbourne porque não quer submeter-se às regras da quarentena; ou melhor, segundo André Sá, o oficial de ligação dos adeptos do torneio, é a família Federer que não quer.

Que regras são essas? Federer tinha duas opções: viajar sozinho para a Austrália ou então trazer a família consigo; o segundo cenário é especialmente aborrecido para a mulher, Mirka, e para os seus quatro filhos, pois teriam todos de ficar fechados num quarto de hotel. Mas Federer viaja habitualmente com os seus e a hipótese de estes ficarem retidos dentro de um quarto não foi bem acolhida.

"O problema é que a mulher do Roger, Mirka, e as crianças teriam de ficar no quarto durante 14 dias. A única exceção é para os jogadores: o Roger podia sair, treinar e volta; a família não poderia fazer isso", revelou André Sá ao Band Sports. "E a Mirka não gostou da ideia. A outra opção seria ele viajar para Melbourne sozinho; nesse caso, teria de ficar pelo menos cinco semanas longe da mulher e dos filhos. E então, ele disse: 'Meu, 39 anos, quatro filhos, 20 Grand Slams. Já não tenho idade para estar longe da minha família durante cinco semanas".

Federer vai falhar pela primeira vez um Open da Austrália desde 1999.