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Federer está de regresso em março mas em 2020 chegou a discutir com a sua equipa retirar-se

Em entrevista ao diário suíço “Tages Anzeiger”, o preparador físico de Roger Federer admitiu que o tenista de 39 anos e a sua equipa ainda falaram de um possível abandono em 2020, mas rapidamente o helvético optou por se submeter a uma operação para se manter em competição

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Fred Lee/Getty

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Roger Federer está prestes a regressar à competição, mais de um ano depois do seu último encontro oficial, nas meias-finais do Open da Austrália de 2020. Pelo meio houve duas operações ao joelho direito e uma pandemia e os efeitos desta longa paragem serão colocados à prova em menos de duas semanas, quando arrancar o ATP de Doha, a 8 de março.

Quase a chegar aos 40 anos, um regresso competitivo será um desafio para o 20 vezes campeão de torneios de Grand Slam, algo que o suíço e a sua equipa discutiram em 2020. Em entrevista ao diário suíço “Tages Anzeiger”, Pierre Paganini admite que a possibilidade de Federer arrumar a raqueta foi conversada entre o tenista e o seu staff, mas que rapidamente o helvético avançou para uma primeira operação, em fevereiro.

“Quando ele decidiu que seria operado, era lógico que não estava a pensar no fim da carreira”, sublinhou Paganini, que deixou claro que Federer ainda tem “claramente” uma grande paixão pelo ténis.

“Se não tivesse essa paixão, nunca estaria tão envolvido nos exercícios que nós lhe propomos. Quando um jogador de quase 40 anos tem de voltar a fazer exercícios que um homem de 70 faria sem problemas e quando fica feliz porque terça-feira foi melhor que segunda… isto não é paixão?”, frisou o preparador físico.

Federer não joga oficialmente desde o Open da Austrália de 2020

Federer não joga oficialmente desde o Open da Austrália de 2020

TPN

Depois de uma primeira cirurgia em fevereiro, Federer voltou ao bloco operatório em junho para um procedimento no mesmo joelho, adiando um regresso inicialmente previsto para o verão passado. E devido a esta paragem tão longa, Paganini deixa alguns avisos quanto à condição do tenista.

“Quando ele parou em 2016, os músculos dele estiveram sempre lá. Desta vez o tempo de paragem total foi grande e a massa muscular deteriorou-se consideravelmente. Foi muito tempo entre a primeira operação e o mês de julho, em que pudemos começar progressivamente a trabalhar. E os músculos não estavam nem pouco mais ou menos na mesma condição”.

Depois do torneio de Doha, Federer tem também no calendário a participação no ATP 500 do Dubai, que se realiza logo na semana seguinte.