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No jogo 57 entre Nadal e Djokovic, sorriu o espanhol

Na final do Masters 1000 de Roma, Rafael Nadal bateu Novak Djokovic por 7-5, 1-6 e 6-3, naquele que é o 10.º título do espanhol no Foro Italico. O duelo entre ambos está agora ainda mais equilibrado, com 29 vitórias para o sérvio e 28 para o maiorquino

Lídia Paralta Gomes

Clive Brunskill/Getty

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Se a Superliga se jogasse no ténis, é possível que ainda tivéssemos sempre confrontos entre Rafael Nadal, Novak Djokovic e Roger Federer. Ainda são as finais entre eles que nos fazem revirar números e histórias e feitos e a final do Masters 1000 de Roma trouxe mais um destes superduelos, entre o sérvio, que defendia o título, e o espanhol, na antecâmara da preparação para Roland Garros.

Era o duelo 57 entre ambos, com tudo muito equilibrado (29 vitórias para Djokovic contra as 27 de Nadal antes do início do encontro) e, no final, mais ainda ficou, com Rafael Nadal a superiorizar-se num duro braço de ferro que durou 2h49 e que terminou com vitória em três sets, 7-5, 1-6 e 6-3.

É o 10.º título para Rafael Nadal na terra batida do belíssimo Foro Italico, na 12.ª final em Roma e também o 36.º título de Nadal em torneios Masters 1000, que o faz igualar Djokovic no topo dos maiores vencedores nestes que são os principais torneios do circuito ATP.

No território de Rafael Nadal, o maiorquino partia mesmo com algum favoritismo para a final, não só porque desde 2014, precisamente em Roma, que Djokovic não lhe ganha numa final em pó de tijolo, mas também porque ao longo do torneio mostrou mais segurança que o sérvio.

Segue-se Roland Garros, que arranca daqui a duas semanas.

No torneio feminino, algo que não se vê com frequência, com a polaca Iga Swiatek, 15.ª WTA, a aplicar uma bicicleta (6-0 e 6-0) a Karolina Pliskova, 9.ª do ranking.

É apenas a 4.ª vez neste século que uma final acaba com 6-0 e 6-0, o que vai valer à atual campeã de Roland Garros, de apenas 19 anos, a entrada pela primeira vez no top 10 do ranking feminino.