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E 712 dias depois, Roger Federer regressou à terra batida. Com uma derrota

Não foi feliz o regresso do suíço de 39 anos à competição e ao pó de tijolo, ao perder ao primeiro encontro no ATP 250 de Genebra frente a outro veterano, o espanhol Pablo Andujar, em três sets

Lídia Paralta Gomes

FABRICE COFFRINI/Getty

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Roger Federer já ganhou em todas as superfícies mas é mais que sabido que a que menos gosta é aquela que deixa as meias sujas do pó de tijolo. Mas, ao contrário de outros anos, em que deixou de lado Roland Garros e a temporada de terra batida para se focar em Wimbledon, o suíço colocou o major parisiense no seu calendário para 2021.

Para o preparar, escolheu o ATP 250 de Genebra para o regresso à terra batida, 712 depois da última aparição na superfície, no torneio de Roland Garros de 2019. Daí para cá, lesões, operações cirúrgicas, uma pandemia e um regresso que não está, para já, a correr de feição ao helvético, vencedor de 20 torneios do Grand Slam. Depois de cair nos quartos-de-final de Doha, em março, no seu primeiro torneio desde janeiro de 2020, a estreia em Genebra não correu melhor, com Federer a ser eliminado à primeira frente ao espanhol Pablo Andujar, um especialista na terra batida e provavelmente um dos piores adversários que Federer poderia escolher para fazer o regresso ao pó de tijolo.

Num jogo que durou 1h51, Federer caiu em três sets, com parciais de 6-4, 4-6 e 6-4 para o espanhol, número 75 mundial, num encontro em que o suíço chegou a ter um break à maior no terceiro set, perdendo, no entanto, os quatro últimos jogos.

Naquele que foi o primeiro duelo entre Federer, de 39 anos, e Andujar, de 35, a provar que ainda há primeiras vezes até para tenistas veteranos, o suíço mostrou alguma falta de ritmo e foi muito massacrado na sua esquerda pelo espanhol. Sucederam-se as bolas demasiado longas e as “madeiradas”, como um vocalista que se engana na letra depois de meses sem subir ao palco, com Federer mais vocal que o costume a cada erro, naquela que foi a sua primeira derrota em solo suíço desde outubro de 2013.

O suíço tem ainda quase duas semanas para preparar Roland Garros, cujo quadro principal começa a 30 de maio.