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Ténis

Novak Djokovic, o campeão que o mundo adora odiar

Porque é que o homem que está a um título num major de se tornar o maior tenista de todos os tempos não é tão amado como os seus grandes rivais? “Foi o miúdo mais focado que alguma vez me passou pelas mãos”, elogia Niki Pilic, que treinou Djokovic e que acredita que ele vai conseguir o Grand Slam: “Há alguém melhor do que ele?”

Rui Gustavo

Djokovic, um dos tenistas em risco de não poderem participar no Open da Austrália

Cameron Spencer/Getty Images

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Niki Pilic é um dos melhores treinadores de ténis do mundo e durante mais de 30 anos dirigiu uma academia de ténis em Munique, na Alemanha, por onde passaram talentos como Ernst Gulbis ou Ivo Karlovic e Novak Djokovic. Pilic tem muitas histórias, mas há uma que gosta mesmo de contar. “Estava a treinar uns miúdos de 15 e 16 anos e já no fim perguntei-lhes o que esperavam do futuro e das carreiras no ténis. O Novak respondeu logo: vou ser número um do mundo. Os outros putos riram-se todos. Mas eu não.” Agora, Djokovic está à beira de se tornar o jogador com mais títulos de sempre e o primeiro em mais de 50 anos a conseguir ganhar todos os quatro majors — Austrália, Roland Garros, Wimbledon e Estados Unidos — na mesma época.

O Grand Slam.

E naquele dia, Niki Pilic, que foi treinador de Boris Becker, o alemão que ganhou Wimbledon com 17 anos, não se riu porque acreditou: “Quer dizer, eu não sabia se ele ia chegar a número um, dois ou 30 do mundo. Com aquela idade é impossível de dizer. Se alguém disser o contrário, está a mentir. Mas sabia que ia chegar a profissional, porque foi o miúdo mais treinável e focado que alguma vez vi e me passou pelas mãos. Gulbis também era talentoso, mas não tinha aquele foco. Se acho que ele pode ganhar o Open dos Estados Unidos e conquistar o Grand Slam? Não sei. Mas porque não? Há alguém melhor do que ele?”

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