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Tsitsipas disse que não via razões para ser vacinado, mas mudou de opinião: "Vai acontecer certamente ainda este ano"

O jovem tenista grego provocou um turbilhão de críticas no mês passado quando admitiu que não só não estava vacinado como não tinha grandes intenções de o fazer. Agora fez marcha-atrás: será vacinado e não vai passar do final deste ano

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Aparecia na praia, naquelas do nosso imaginário sobre as belezas insondáveis das ilhas gregas, enquanto dava conselhos acerca da importância de se manter seguro contra a covid-19, por ser o caminho mais curto para podermos abraçar aqueles que nos são mais próximos. Sendo uma das estrelas do desporto helénico, um tipo jovem e imensamente popular entre os adepto de ténis, Stefanos Tsitsipas deu assim força à campanha do governo da Grécia contra a pandemia, na sua fase mais complicada.

Mas os seus atos não corresponderam exatamente as suas palavras.

No mês passado, enquanto disputava o torneio Masters 1000 de Cincinnati, o tenista de 23 anos revelou que não estava vacinado e que não o iria fazer até se tornar obrigatório para competir no circuito. "Sou jovem, tenho menos de 25 anos. Para mim, a vacina não foi testada o suficiente, é algo novo e tem efeitos secundários", disse, sublinhando, no entanto, que não era contra a vacina, mas que não via "qualquer razão" para alguém da sua idade ser vacinado.

A opinião do grego parece, no entanto, ter mudado. Numa recente entrevista à Antenna TV, no seu país, o número 3 mundial revelou que se vai vacinar "certamente ainda este ano". Questionado se a vontade de voltar a uma certa normalidade teria sido a razão essencial para mudar de opinião, Tsitsipas respondeu afirmativamente: "Sim, essa é a razão".

Sendo um dos melhores tenistas do mundo, as palavras de Tsitsipas foram amplificadas e a sua atitude inicial levou a muitas críticas não só dentro da comunidade tenística mas também da parte do governo grego.

"Ele não tem nem o conhecimento nem os estudos nem o trabalho científico que lhe permitam ter uma opinião dessas", disse então Giannis Economou, porta-voz do executivo helénico.