Tribuna Expresso

Perfil

PUBLICIDADE
Ténis

A presença de Federer no Open da Austrália “não é uma possibilidade real” - e quem o diz é o seu treinador

Ivan Ljubicic, o croata que orienta Federer, realça que o suíço tem "40 anos e precisa de ser paciente" para recuperar a sua melhor forma após ser submetido a uma operação ao joelho, a terceira em ano e meio. Federer não compete desde Wimbledon, em julho, e estará assim ausente do torneio australiano, o qual já conquistou em seis ocasiões, mas o seu técnico garante que "ele quer voltar a jogar ténis"

Pedro Barata

Cameron Spencer/Getty

Partilhar

Em 2018, em Melbourne, Roger Federer venceu o último dos 20 torneios do Grand Slam que possui, registo que o mantém empatado com Rafa Nadal e Novak Djokovic como os três homens que mais majors ganharam na história do ténis. No entanto, no próximo mês de janeiro, não veremos o suíço a festejar no Open da Austrália, de acordo com palavras do seu treinador, o croata Ivan Ljubicic.

Em declarações à "Stats Perform", o técnico admitiu que a presença do seu pupilo no primeiro grande certame do calendário "não é uma possibilidade real". Federer não compete desde Wimbledon, em julho, tendo anunciado, em agosto, que seria operado, pela terceira vez em ano e meio, ao joelho direito.

"Ele terá de ir passo a passo, porque tem 40 anos e tem de ser paciente. Não pode recuperar com a mesma velocidade de antes", disse Ljubicic, que frisou que o helvético pretende "ter a certeza que consegue jogar para ganhar e estar a 100%" antes de regressar.

Federer, que já ganhou o Open da Austrália em seis ocasiões, não conquista qualquer torneio desde 2019 e tem sofrido com os problemas físicos que o têm afetado. No entanto, Ivan Ljubicic "garante" que o suíço "quer voltar a jogar ténis".

"Quando ele decidir parar, irá retirar-se, mas não creio que isso aconteça de maneira repentina", diz.

Federer, com o troféu do Open da Austrália de 2018

Federer, com o troféu do Open da Austrália de 2018

Fred Lee/Getty

Sem Federer na Austrália, restam Nadal e Djokovic como membros do chamado big three do ténis com hipóteses de conquistarem, no começo de 2022, o 21.º major das respetivas carreiras. Nadal, ausente do circuito desde agosto por lesão, já manifestou a sua vontade de estar presente na Austrália.

Quanto a Novak Djokovic, subsistem questões relacionadas com a sua participação devido às conhecidas reservas do sérvio quanto à vacinação contra a covid-19. Djokovic nunca confirmou se está ou não vacinado, o que pode chocar com as exigências das autoridades australianas para a entrada no país.

“Não gostaria de ser forçado por alguém a tomar uma vacina como condição para poder viajar", considerou o sérvio no início da pandemia. No começo do mês de novembro, quando questionado sobre este tema, o jogador apontou que, "quando os requisitos oficiais para viajar e jogar na Austrália" fossem conhecidos, iria ver o que faria "pessoalmente em relação a isso".

Recorde-se que Novak Djokovic venceu as últimas três edições do major que decorre em Melbourne. No total, o sérvio já o venceu por nove ocasiões, o que constitui um recorde.