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Diretor do Open da Austrália confirma que apenas jogadores vacinados poderão jogar o torneio

Craig Tiley diz que o primeiro torneio do Grand Slam de 2022 será jogado em linha com as regras impostas pelo estado de Victoria, onde só podem entrar atletas vacinados. Continua assim a dúvida sobre a presença de Novak Djokovic, já que o número 1 mundial se recusa a revelar se recebeu a vacina contra a covid-19 ou não

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Mick Tsikas

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Agora parece mesmo de vez: depois de semanas de especulação e de informações contraditórias, parece mesmo certo que os atletas não-vacinados não poderão participar no Open da Austrália, que se realiza de 17 a 30 de janeiro do próximo ano.

Na apresentação do torneio, o diretor Craig Tiley sublinhou que "adeptos, staff e jogadores vão precisar de estar vacinados" e que a decisão ficou tomada logo que Daniel Andrews, responsável máximo de Victoria, onde se localiza Melbourne, anunciou que para entrar no estado era necessário tomar a vacina contra a covid-19.

Adensa-se assim a dúvida sobre a presença de Novak Djokovic no torneio que já venceu por nove vezes, incluíndo as três últimas edições. O sérvio, número 1 mundial, recusa-se a dizer se está vacinado ou não e não lhe faltam declarações públicas em que expressa dúvidas sobre a vacinação e a sua oposição a qualquer tipo de obrigação de se vacinar contra a covid-19 para jogar.

Mas não haverá exceções, nem para o recordista de títulos em Melbourne, que tem até meados de dezembro para se inscrever no torneio, caso cumpra todas as normas exigidas pelas autoridades australianas, algo que neste momento é uma incógnita.

"Eu sei que ele quer jogar, ele indicou claramente isso, e ele sabe as condições que deve cumprir para jogar", disse Tiley. Djokovic tentaria em Melbourne chegar aos 21 títulos em torneios do Grand Slam, um recorde, e também a 10.ª vitória no Open da Austrália.

De acordo com a BBC, neste momento 80 jogadores do top 100 já estão vacinados.