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A China voltou a falar sobre Peng Shuai: “Algumas pessoas deviam parar o hype malicioso e não politizar o assunto”

Apenas pela segunda vez desde que, a 2 de novembro, a tenista acusou Zhang Gaoli, um antigo primeiro-ministro chinês, de assédio sexual, o governo do país pronunciou-se sobre o caso através de um porta-voz do seu Ministério dos Negócios Estrangeiros, embora sem especificar a quem se dirigem as declarações

Tribuna Expresso com Lusa

Al Bello/Getty

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A China pediu, esta terça-feira, que se pare de “politizar” o caso da tenista Peng Shuai, durante uma reação oficial excecional ao escândalo sexual que visa um antigo alto quadro do Partido Comunista Chinês (PCC).

“Acho que algumas pessoas deviam parar o hype malicioso e não politizar o assunto”, disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, Zhao Lijian, em conferência de imprensa.

Peng Shuai, que venceu o Torneio de Roland Garros na variante de pares, em 2014, acusou o ex-vice-primeiro-ministro Zhang Gaoli, a 2 de novembro, de forçá-la a ter relações sexuais. O caso em questão remonta a 2018.

Até agora, e apesar de questionado quase que diariamente, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da China recusou comentar o assunto, afirmando que não se tratava de uma questão diplomática.

Zhao Lijian não especificou exatamente a quem se dirigiram as declarações proferidas esta terça-feira.

Além de muitas estrelas do ténis mundial, como Chris Evert e Novak Djokovic, vários países ocidentais, incluindo França, Estados Unidos e Reino Unido, pediram a Pequim para esclarecer o assunto de Peng Shuai.

A campeã finalmente apareceu, no domingo, durante uma videoconferência com o presidente do Comité Olímpico Internacional, Thomas Bach, a garantir que está bem.

A Associação de Ténis Feminino (WTA), órgão que supervisiona o circuito profissional feminino, ameaçou retirar os seus negócios da China se o regime do Presidente Xi Jinping não esclarecer as acusações de Peng.

O caso continua a ser um tabu na imprensa oficial e nas redes sociais na China.