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Ténis

Tsitsipas terá de ser mais rápido que Jeff Bezos: ATP modifica regras das pausas para uso da casa de banho

Para evitar as críticas e o desagrado do público que assiste aos jogos, em 2022 os jogadores de ténis não poderão usufruir do tempo que desejarem para ir à casa de banho, ao contrário do que acontecia até agora

Rita Meireles

Matthew Stockman

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O Open dos Estados Unidos de 2021 ficou marcado por vários motivos, mas um deles foi mais inesperado do que os outros: as demoradas idas à casa de banho de Stefanos Tsitsipas.

Começou na partida contra Andy Murray, mas não ficou por aí. Seguiu-se o jogo contra Adrian Mannarino e o que ditou a sua eliminação, frente ao espanhol Carlos Alcaraz. O tenista grego acabou por ser vaiado pelos adeptos presentes no recinto e não se livrou de algumas críticas depois dos jogos, ouvindo até que as longas pausas fariam parte da sua estratégia para vencer as partidas.

A atitude de Tsitsipas acabou por deixar alguns adversários irritados, até porque uma das pausas se estendeu por oito minutos. Como Murray, que após as várias pausas que o grego fez no encontro entre os dois, decidiu ironizar a situação no Twitter: “Facto do dia. Stefanos Tsitsipas leva duas vezes mais tempo a ir à casa de banho do que Jeff Bezos a voar para o espaço. Interessante”.

Confrontado com os comentários que recebeu, o grego argumentou que não estaria a quebrar nenhuma regra. O que era verdade na altura, mas vai deixar de o ser.

Para evitar situações como esta, o ATP enviou aos jogadores novas diretrizes sobre as pausas para ir à casa de banho durante os jogos, que ficam limitadas a uma por jogo, com uma duração de até três minutos a partir do momento em que o jogador entra nas instalações. As pausas terão de ser realizadas no final de um set.

Os responsáveis pelo tour consideram que assim o assunto fica resolvido, mas há quem as considere insuficientes. Até porque além destes três minutos, haverá ainda a possibilidade de parar por dois minutos para trocar de roupa.

Sem alterações ficam os intervalos médicos, mas o ATP já fez saber que está também a estudar novas regras.