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Documentos roubados, manipulados e “puras invenções”: a defesa de Ronaldo reage à acusação de violação

Num comunicado, o advogado contratado por Ronaldo, Peter S. Christiansen, não é negado o acordo com Kathryn Mayorga. Uma vez mais, é negada a acusação

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Rafael Marchante

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“Puras invenções.” Assim classifica o advogado de Cristiano Ronaldo os “documentos que supostamente contêm declarações e foram reproduzidos nos media.” Peter S. Christiansen é o advogado que vai defender o capitão da seleção nacional e esta quarta-feira emitiu um comunicado onde assegura a inocência de Ronaldo.

“Para que não subsistam dúvidas: Cristiano Ronaldo nega veementemente todas as acusações constantes da referida acção cível, em coerência com o que tem feito nos últimos 9 anos”, pode ler-se no comunicado citado pela TVI24.

Christiansen explica em seguida que em dezembro de 2015, “dezenas de entidades (incluindo sociedades de advogados) em diferentes partes da Europa foram atacadas e os seus dados eletrónicos roubados por um criminoso cibernético”. Segundo o advogado o hacker tentou vender a informação que conseguiu e “acabou irresponsavelmente por publicar alguns dos documentos roubados, partes significativas dos quais foram alteradas e/ou completamente fabricadas”.

“Uma vez mais, para que não haja dúvidas, a posição de Cristiano Ronaldo sempre foi, e continua a ser, a de que o que aconteceu em 2009 em Las Vegas foi completamente consensual”, insiste a defesa.

Esta semana, Cristiano Ronaldo e Georgina Rodríguez estiveram em Lisboa para se reunirem com advogados.

O caso aconteceu no verão de 2009, quando o português se encontrava de férias em Las Vegas, nos EUA. Ronaldo terá conhecido Kathryn Mayorg na festa de um hotel e ambos ter-se-ão envolvido, sexualmente, nessa noite, como se lê nos documentos da queixa que a mulher apresentou, mais tarde, na polícia, aos quais o jornal alemão teve acesso.

Na altura, as duas partes chegaram a um entendimento para as acusações serem retiradas. Além de um acordo de confidencialidade, Cristiano aceitou pagar 375 mil dólares a Kathryn Mayorg para desistir da queixa.

A história foi trazida de novo a público por uma investigação publicada, esta semana, pelo "Der Spiegel".