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Um Azar do Kralj

Cada vez que Vinícius faz a pose magnânima, há um departamento de comunicação entre Alvalade e o Dragão que esbraceja (por Um Azar do Kralj)

Vasco Mendonça aproveita mais uma vitória do Benfica, agora sobre o Famalicão (4-0), para recuperar "uma frase histórica de Bruno de Carvalho: 'É importante os adversários começarem a dar mais luta'".

Vasco Mendonça, Um Azar do Kralj

Gualter Fatia

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Vlachodimos

Mais uma hora e meia a assistir a bom futebol sem pagar bilhete. Depois venham dizer que não há dinheiro para competirmos com os grandes da Europa.

Tomás Tavares

Não foi por acaso que o André Almeida decidiu atualizar o seu perfil de LinkedIn ontem à noite. Exibição plena. Descobriu que o seu melhor colega no flanco direito é o apanha-bolas. Não sei qual é a cláusula de rescisão, mas parece-me baixa.

Rúben Dias

Na verdade ele tinha dito que queria umas novas colunas bluetooth, mas uma colecção de avançados do Famalicão para destruir ao fim de meia-hora também é um bom presente de Natal.

Ferro

Vou recuperar uma frase histórica de Bruno de Carvalho: “É importante os adversários começarem a dar mais luta”.

Grimaldo

Os seus piques pelo corredor esquerdo são uma coisa linda de se ver. Está num dos melhores momentos desde que chegou a Portugal, e por isso mesmo vou pedir ao Insónias em Carvão que recrie o poster do Vertigo com a silhueta do Grimaldo a romper pela lateral.

Gabriel

Sabem quem é que não achou piada nenhuma à exibição do Gabriel? O Florentino.

Taarabt

Depois de lhe termos salvo a vida, chega a fase seguinte da nossa história de amor com Adel Taarabt: o medo de o perdermos. Talvez seja hora de repor o seu antigo salário e começar a negar bilhetes aos observadores de clubes europeus dispostos a contratar jogadores com mais de 25 anos.

Pizzi

Começa a ser cansativo escrever tanto elogio e já não sei bem o que dizer sobre as incríveis exibições do nosso Zidane. Por isso, prefiro que seja o segundo melhor jogador da liga a escrever por mim.

Cervi

Não quero estar na pele da pessoa que, daqui a poucas semanas, terá de dizer a Franco Cervi que este vai regressar ao banco de suplentes. Será necessário muito sangue frio para resistir quando aqueles olhos de rafeiro argentino começarem a emudecer.

Chiquinho

Agora que recuperou totalmente da lesão e ultrapassou a pressão de ser o novo João Félix ou coisa que o valha, Chiquinho parece mais livre, muito mais ligado à qualidade que o rodeia, e muito mais leve quando carrega o piano. Acima de tudo, aquele bigode já não parece uma piada de mau gosto, mas antes uma demonstração de personalidade e confiança. Se mantiver este este nível, tem a minha autorização para entrar em campo com umas argolas nas orelhas e umas grelhas de ouro nos dentes.

Vinicius

Decisivo mais uma vez. O proverbial golinho a cada 45 minutos alimenta os sonhos de benfiquistas em êxtase, mas põe comida na mesa de mais gente. De cada vez que Vinicius coloca um ponto final numa jogada nossa e faz a pose magnânima, há um departamento de comunicação algures entre Alvalade e o Dragão que desata a esbracejar para justificar a sua existência e o futebol sofrível da sua equipa. A arbitragem, a falta de competivividade dos adversários, o polvo, seja lá o que for que permita explicar de um modo conveniente a nossa superioridade. Tudo menos o futebol propriamente dito, essa modalidade detestável que fará de Vinicius o próximo ídolo dos benfiquistas e a próxima úlcera dos rivais.

Seferovic

Ninguém nega que o suíço precisa de minutos, mas o facto é que estas entradas de Seferovic a 25 minutos do fim são um tanto ou quanto anti-climácticas. Está uma pessoa feliz da vida na bancada a especular sobre se o resultado final será 7 ou 8 a zero e de repente damos por nós a pensar que se calhar saíamos já para evitar a confusão na linha azul. Desculpa, Haris. O problema não és tu, sou eu. E o Vinicius, vá.

Caio Lucas

Sim, e então?

Jota

Esteve pior do que Caio Lucas. Que pare e reflita sobre as suas ações.

Um 4.0 na escala de Pizzi

Driblou, criou e inventou na primeira parte para, na segunda, receber e finalizar. Pizzi marcou dois golos, fez uma assistência e foi do melhor que se viu no Benfica que ganhou (4-0) ao Famalicão e se mostrou cada vez assente nas dinâmicas geradas entre o capitão e Chiquinho, nas bolas filtradas por Gabriel e no jogo criado por Taarabt