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Um Azar do Kralj

Vinicius, meu filho, há aqui um mal entendido qualquer: a ideia é cruzares os braços depois de marcares golo, não antes (Um Azar do Kralj)

Vasco Mendonça traz algumas sugestões de leitura para o jogo Benfica - Tondela, que terminou empatado na Luz.

Vasco Mendonça (Um Azar do Kralj)

Gualter Fatia

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Vlachodimos
Sabem aquela sensação quando saíram de casa depois de 2 meses fechados e pensaram “ok, era só isto? bardamerda, vou voltar para dentro”

André Almeida
Depois de meses de confinamento, André Almeida pareceu pouco interessado em retomar a vida social, enfiando-se num beco algures na direita do ataque à espera que aparecesse uma ideia de jogo para o salvar.

Rúben Dias
Surpreendeu boa parte dos colegas ao entrar em campo com vontade de ganhar ao Tondela. Ainda que tenha usado uma bandolete de gosto discutível, merece a nossa admiração. Em todo o caso, eu deixaria a bandolete em casa.

Jardel
Bruno Lage diz que ele traz algo diferente à equipa, uma afirmação entretanto elogiada pela Sociedade Portuguesa de Cardiologia. Jardel foi o ansiolítico de que precisávamos no centro da defesa e criou as condições para podermos mais friamente insultar outros colegas de equipa.

Grimaldo
O Tondela esteve quase sempre mais interessado em defender, o que deu a Grimaldo tempo para tentar toda a espécie de cruzamentos inconsequentes: rasteiros para os pés dos centrais, a meia altura para as mãos do guarda redes, e ao segundo poste para ninguém.

Weigl
Destacou-se no primeiro quarto de hora com dois passes para as costas da defesa adversária a servir Grimaldo, acções que animaram os adeptos, há meses habituados a vê-lo a passar para trás ou para o lado. Manteve-se interessado no jogo e com vontade de ajudar, apesar das constantes partidas pregadas por Gabriel, que insistia em ver se Weigl era capaz de compensar.

Gabriel
Parabéns ao técnico de som do Estádio da Luz, que resistiu estoicamente à tentação de colocar os assobios dos adeptos durante a transmissão, mesmo após a vigésima segunda perda de bola de Gabriel.

Pizzi
Se os cachecóis tivessem pernas, teriam saído 20 minutos antes do fim. Desta vez, acho que compreenderia. É que o Pizzi nem chegou a aparecer no estádio.

Taarabt
Imaginem um restaurante com as melhores entradas do mundo e um bitoque saído de uns sapatos Camport usados desde a década de 90. Naturalmente, vamos enfardar as entradas. Sabemos que não correspondem a uma refeição, mas sabem lindamente, vão matando a fome e o valor nutricional pode esperar.

Rafa
Uma oportunidade logo a abrir a primeira parte que nos fez crer que a noite seria tranquila, e uma logo após o início a segunda parte que nos fez perceber que a noite ia descambar. Acabou rodeado de colegas no corredor central à procura de linhas de passe como numa mesa de matraquilhos, com muitas pernas do Tondela e poucas ideias que convencessem os adeptos a renovar a BTV em Julho.

Vinícius
Há aqui um mal entendido qualquer. A ideia é tu cruzares os braços depois de marcares golo, não antes.

Dyego Souza
Segundo as estatísticas, esse parente afastado da verdade desportiva, foi um dos melhores jogadores em campo durante a meia hora que lá passou. Ninguém viu esta grande exibição e, se dependesse de alguns benfiquistas, Dyego Sousa já estaria num navio a caminho do seu clube na China, mas os números teimam em dizer que ele fez um bom jogo. Farei tudo o que estiver ao meu alcance para os ignorar.

Seferovic
Talvez a DGS deva intervir para impedir problemas maiores de saúde mental.

Jota
Há jogadores acerca dos quais dizermos que têm golo nos pés. É uma síntese feliz, mas há outras. Por exemplo, a entrada do Jota ontem pareceu ter uma rescisão amigável da equipa técnica. Nos pés, estão a ver?