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Um Azar do Kralj

Se o Trincão tem passado mais algum tempo em Portugal teria percebido a importância de se atirar para o chão (por Um Azar do Kralj)

Na sua análise humorística à derrota de Portugal frente à França (0-1), Vasco Mendonça lamenta que Ronaldo não tenha chegado mais perto do iraniano Ali Daei: "A FPF devia marcar uma bateria de jogos com San Marino à melhor de 3"

Vasco Mendonça (Um Azar do Kralj)

Baptiste Fernandez

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Rui Patrício

Fez tudo para segurar o resultado favorito do mister, mas o ateísmo voltou a levar a melhor sobre a ideia de jogo de Portugal. Por outras palavras, só mesmo o Rui Patrício evitou uma goleada.

João Cancelo

Está habituado a passar muitas vezes do meio-campo na equipa onde joga semanalmente. Isto assim parece outra modalidade.

José Fonte

O que será que José Fonte sabe sobre Fernando Santos para continuar a jogar na seleção?

Rúben Dias

Um dos poucos que pareceu estar ao nível demonstrado no futebol de clubes. Sentiu alguma dificuldade em adaptar-se ao esquema de 3 defesas.

Raphael Guerreiro

O flanco direito francês deixou-o em Coman.

Danilo

Se dependesse de Fernando Santos a claque da seleção já teria inventado um cântico para o duplo pivot. Talvez tivesse ajudado ontem quando precisávamos efetivamente de mais homens para ajudar Danilo a segurar o meio-campo francês e participar eficazmente na construção.

William Carvalho

Pogba entrou em campo com a habitual missão de passar ao lado de uma brilhante carreira, mas a permissividade de William Carvalho foi tanta que o francês não teve outra opção senão jogar futebol.

Bruno Fernandes

O único no meio-campo que pareceu disponível para o combate. Acabou quase sempre encurralado por meia dúzia de franceses enquanto tentava compensar a ausência espiritual do William.

Bernardo Silva

Erro clamoroso ao assistir José Fonte para a melhor oportunidade portuguesa.

João Félix

Uma fisga numa luta de facas. Uma fisga do caraças, mas ainda assim.

Ronaldo

Imagino que o Ali Daei tenha mandado confinamento às malvas e juntado a família toda em Persepolis para assistir a mais uma edição “Cristiano tenta ganhar a um iraniano”. No final o seu recorde saiu intacto, com Ronaldo ainda a sete de distância e, depois da eliminação, com menos jogos para lá chegar. A FPF devia marcar uma bateria de jogos com San Marino à melhor de 3.

Diogo Jota

O chamado suplente de luxo obsceno. Muitas incursões pela esquerda, mas pouca uva. Fechou os olhos em desespero após uma perda de bola, talvez na esperança de os reabrir para encontrar Wijnaldum, Firmino e Mané, mas deparou-se com o Kanté, o Kanté e o Kanté.

João Moutinho

De vez em quando alguém questiona a titularidade de João Moutinho nesta seleção. Ontem, como sempre, esse alguém voltou a levar um estaladão da realidade. Reanimou a equipa e obrigou o c***ão do francês à defesa da noite.

Trincão

Não sei a quem devemos atribuir as responsabilidades, se à formação do Sporting de Braga, se a Jorge Mendes por ter vendido o miúdo à primeira oportunidade, mas o facto é que se o Trincão tem passado mais algum tempo em Portugal teria percebido a importância de se atirar para o chão naquele lance. Foi menos uma Liga das Nações e menos um golo para Ronaldo, que olhou para o miúdo como se fosse um infiltrado iraniano a agir em nome de Ali Daei.

Sérgio Oliveira

Tempo suficiente para me convencer a não ver o jogo contra a Croácia.

Paulinho

Entrou para marcar, depois de esgotadas as tentativas de assistir Cristiano Ronaldo.