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Um Azar do Kralj

Darwin: podes falhar coisas básicas, mas se continuares a marcar é meio caminho andado para manteres as redes abertas. Vemo-nos no Clubhouse

Vasco Mendonça e a análise humorística ao triunfo do Benfica sobre o Estoril, na primeira mão da meia-final da Taça de Portugal

Vasco Mendonça (Um Azar do Kralj)

Nico Otamendi e Darwin Ñunez, autores dos dois golos do Benfica, ambos marcados antes do minuto dez

PATRICIA DE MELO MOREIRA

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Helton Leite
Só não digo que assistiu ao jogo no melhor lugar disponível porque as varandas à volta do estádio incluam comes e bebes.

Diogo Gonçalves
A razão pede-me que tenha em atenção a passividade revelada no lance que deu golo do Estoril. O coração só tem olhos para os cruzamentos venenosos. Sexo é bom, mas jogar com um lateral direito que sabe cruzar não fica muito atrás.

Otamendi
A grande vantagem de ter um Otamendi é a sua reacção ao erro. Um central mais jovem duvidaria do seu valor, aproveitaria o intervalo do jogo para ligar à mãe, e ligaria ao empresário no final. Otamendi faz merda, encolhe os ombros e diz “que se lixe, isto já vai ao sítio”. E tem ido sempre.

Verthongen
Banalizou um estorilista bem intencionado chamado Clóvis, cujo nome me fez recordar o avançado homónimo aterrado em Portugal no ano 1994 com a missão de ser ídolo no Benfica. Felizmente o Estoril não apresentou um Paulão no jogo de hoje. Teria sido difícil conter a comoção com tanta nostalgia de flops benfiquistas.

Grimaldo
Descobri há uns dias no Goalpoint, exatamente meia dúzia de horas após um elogio que lhe fiz, que o nosso Grimaldo é um jogador estatisticamente fundamental. É um belo sentimento. Vocês podem criticar os arautos da análise quantitativa, mas eu cá sinto sempre um gostinho especial quando o Goalpoint me diz que percebo alguma coisa disto.

Gabriel
Companhia agradável, um adversário tenrinho, animação quanto baste. Já teve churrascos muito piores.

Pizzi
Generoso. Deixou que outros colegas brilhassem para que os adeptos possam encontrar novos ídolos nesta temporada.

Everton
Ainda hesita muito, mas a segunda parte mostrou bons indicadores. Continuarei a acompanhar todo e qualquer lance dele com uma expectativa algo ingénua que se traduz em algo mais ou menos assim: “é isso, bora Everton, é agora, sem medos, mostra tudo que tens, vem aí samba no pé, é agora, é agora, ok, ainda não é desta, tudo bem, temos tempo, já voltamos a tentar, calma”.

Pedrinho
É possível que existam chihuahuas mais possantes do que ele, mas Pedrinho aproveitou a titularidade e alguma liberdade que lhe foi concedida pelo adversário. Foi peça fundamental no já proverbial arranque à Benfica imediatamente sucedido por um calafrio causado pelo adversário. Acabou por concluir que não valia a pena continuar a assistir o Rafa e foi desaparecendo gradualmente do jogo.

Rafa
Nota-se que tem acompanhado a temporada de esqui alpino. Afinou os slaloms e lá foi ele partir a defesa do Estoril. O paralelo com o esqui termina aí. Nesta modalidade o objetivo é introduzir a bola na baliza adversária, algo que Rafa conseguiu evitar fazer de uma forma que chegou a parecer propositada só para nos irritar.

Darwin
É isto, miúdo. Até podes falhar gestos técnicos básicos, mas sabes que se marcares dois golos estarás sempre mais próximo de manter as tuas redes sociais abertas. Continua assim e talvez um dia destes consigamos todos olhar para trás e rir disto numa sala do Clubhouse.

Seferovic
Desfez a última réstia de resistência oferecida pela defesa do Estoril.

Taarabt
Mais um jogo em que aparece a partir a loiça. Amigos, bem sei que às vezes nos irrita mas tão cedo não nos livramos deste loose cannon. Quem sabe até seremos felizes juntos.

Weigl
Entrou com o jogo resolvido e soube estar, assegurando que o jogo terminava com um copo de whisky vagaroso em vez de um Victan.

Gilberto
Já que és titular, vê lá se perguntas ao Diogo Gonçalves como é que ele faz aqueles cruzamentos.

Cervi
Cheguei ao fim de um jogo do Benfica com a sensação de que não precisamos do Cervi para o ganhar.