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Um Azar do Kralj

Chega de viver agarrado a esta superstição transformada em ideia de jogo. Claro que importa se jogamos bem ou mal (por Um Azar do Kralj)

Depois de assistir na segunda-feira a uma das melhores tardes/noites de futebol que há memória, com golos dramáticos, protagonistas improváveis e os custos de intermediação da transferência do Seferovic a aumentar drasticamente, Vasco Mendonça conclui que Fernando Santos, a quem devemos uma das noites mais felizes das nossas vidas, já não nos faz feliz. Porque a única versão do futebol que é interessante para o adepto comum é aquela que dá entusiasmo

Philipp Guelland / POOL/EPA

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Acabo de assistir a dois jogos de futebol com 14 golos marcados e 4 equipas quase sempre à procura da baliza adversária. Vi de tudo: resultados imprevisíveis, golos dramáticos e protagonistas improváveis. Vi gente esfomeada por vitórias. Vi os custos de intermediação da transferência do Seferovic a aumentar drasticamente. Vi tudo e fiquei com a sensação de que ainda não tinha visto nada.

Ando há 3 semanas a ouvir comentadores explicarem a propósito de variadíssimas banalidades que “o futebol é isto”, indiferentes ao facto de a modalidade que os próprios praticaram durante décadas ter milhares de versões, cada qual legítima desde que jogada dentro das regras garantidas por gente como Felix Brych ou Olegário Benquerença.

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  • Que se pegue nesta triste canção e se faça melhor
    Euro 2020

    A Bélgica acertou apenas um remate na baliza, Portugal perdeu (1-0) e foi eliminado do Europeu nos oitavos-de-final é o resumo possível de uma despedida. O outro, é contar como a seleção se atreveu a pressionar alto os belgas, a arriscar e a jogar com os mais amigos da bola ao mesmo tempo, durante 45 minutos. Tentou remediar-se, mas só quando já não havia outro remédio e, pelo segundo grande torneio seguido, Portugal fica aquém da sorte que tem: a de ter bastante potencial para poder fazer melhor